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Cópias e mais cópias na TV Brasileira

A tão aguardada transmissão e recepção digital da televisão brasileira, chegou em
dezembro (2007) em São Paulo, mas até agora não disse para que veio.
Para continuar assistindo Domingão do Faustão, Domingo Legal, Superpop e um monte de mercadorias duvidosas ?
Não, obrigado, continuo com a minha tevê de tubo.
O mais interessante do sistema digital e justamente o que ninguém comentou ou comenta.
A possibilidade de uma infinidade de emissoras transmitindo em sinal aberto, para
qualquer pobre cidadão e sem nenhum custo adicional, como acontece com a tramsmissão a cabo.
O sistema antigo (ou atual), tem restrições físicas que impossibilitam, outras emissoras
junto com as tão bem conhecidas, principalmente na frequência de VHF.
Mas mesmo que o governo ofereça mais canais a novas emissoras, há restrições legislativas
que impedem que um grupo estrangeiro seja acionista de uma emissora no território nacional.
Se não existissem essas barreiras, poderiam ter no conforto de nosso lar a um custo
beirando ao zero, emissoras do calibre de Fox, CNN, Sony, Discovery, entre uma centena
de opções.
Muitas desses canais que estão na programação de TV por assinatura,estão ali por
serem oferecidos gratuitamente as operadoras do serviço. Custo zero para a operadora
que repassa aos seus clientes, dentro de pacotes caríssimos para o bolso do brasileiro comum.
Então por que não temos estes canais ? Justamente por causa da legislação.

Os mais nacionalistas gritarão, chiarão e vão exclamar que isso seria uma invasão
de enlatados que nada tem haver com o Brasil.

Invasão de enlatados ? E o que temos hoje nas principais redes brasileiras.

Diversos programas que nada mais são que versão quase que dubladas dos enlatados originais do mundo todo: Big Brother, O Aprendiz, Troca de Famílias, Lata Velha, Lar doce Lar, Ídolos, Dança dos Famosos, Topa ou não topa, entre outros mais.
Até humor e novela estão comprando direitos autorais para produzir cópias tupiniquins.

O Governo deveria acordar para esta questão, deixando de lado o lobby das redes
nacionais e pensar seriamente no assunto de novas emissoras com uma verdadeira programação, sem Shopping, Sermões e dezenas de horas com video-clips.
A Televisão brasileira precisa realmente mudar e atualizar com risco de continuar perdendo
seu público para outras mídias de informação muito mais interessantes.
Por que afinal, cópia por cópia eu ainda fico com o original.

Humberto Jen
Colaborador da Pool Web Radio

 
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